Para sonhadores... Deixem-se levar... O blog mudou de cores, mas os sonhos são os mesmos...

21
Jan 07

Declaração de Luís Marques Mendes:

É este o momento adequado para fundamentar a minha posição pessoal sobre a questão que vai ser submetida a referendo no próximo dia 11 de Fevereiro.
Mantenho a posição que assumi em 1998: o aborto provocado é, fora dos casos previstos na lei actual, um acto arbitrário e injustificado que destrói um ser humano.
É hoje inquestionável que o feto é membro da espécie humana, sendo um ser humano único, irrepetível e diferente de todos os outros. Como tal, merece respeito e protecção.
É certo que se pode verificar um conflito de interesses entre o seu direito à vida e o direito da mulher à sua autonomia, princípio que também merece o meu apoio. De facto, não se pode contestar o direito da mulher a só conceber um filho se e quando o desejar, usando da sua plena liberdade e utilizando os métodos anticoncepcionais que entender. Só que esta escolha tem de ser feita, responsavelmente, antes da concepção livre de um novo ser. Se a concepção não for livre mas resultar, por exemplo, de violação, a lei já hoje admite, e bem, a realização de um aborto.
Mas, fora das situações que a lei já consagra, o direito da mulher à sua liberdade de escolha termina quando começa o direito à vida de um novo ser humano.
A liberdade exige responsabilidade. Neste caso, a responsabilidade de respeitar um princípio fundamental, consagrado na nossa Constituição: “A vida humana é inviolável.” (artigo 24.º)
A legalização do aborto destrói um outro princípio fundamental da ética: os fins não justificam os meios. Ainda que a finalidade visada fosse resolver um problema e fosse porventura aceitável, meios intrinsecamente maus, sobretudo os que implicam a destruição de vidas humanas, não podem ser utilizados.
Na verdade, a vida humana individual não pode ser considerada nunca um meio ou instrumento. É sempre um fim em si mesma. É um valor superior a todos os outros, anterior e superior à própria lei e ao próprio Estado. A liberdade é certamente um valor muito importante, mas tem um limite absoluto que é o respeito pela vida dos outros seres humanos.
Não ignoro, é certo, o problema social que é o aborto clandestino. Conheço-o e sou muito sensível a esse drama. Penso, todavia, que esse mal, que já foi reduzido em relação ao passado, se deve combater, como todos os males sociais e económicos, com medidas enérgicas, sociais, educativas e económicas. Será o caso da protecção da natalidade e da família, do planeamento familiar, da educação sexual dos jovens ou do incentivo à adopção de crianças não desejadas.
Sei bem que este é um discurso recorrente e que, apesar disso, muito há ainda a fazer. E não desconheço que, nesta matéria, todos os Governos têm prometido muito e realizado pouco.
Mas, fora esta responsabilidade que todos devemos partilhar, a questão central é esta: numa correcta hierarquia de valores a escolha só pode ser defender a vida, não destruí-la.
E não se diga que esta é uma tarefa difícil.
Também é difícil combater a corrupção, mas combatêmo-la. Não a legalizamos.
Também é difícil combater o tráfico de droga, mas combatêmo-lo. Não o legalizamos.
O mal combate-se. Não se legaliza. Por maioria de razão, quando o bem a defender é uma vida humana.
Apesar de não haver em Portugal qualquer mulher presa pela prática de aborto, o argumento da prisão é reiteradamente esgrimido. Também aqui quero ser claro. Não concordo com aqueles que parecem querer confinar a legitimidade do Direito à sua eficácia absoluta, nem reduzo o Direito Penal à sua função repressiva. Ele tem uma função preventiva, dissuasora e, sobretudo, delimita fronteiras entre o que é ou não é lícito. Esta fronteira é essencial. Sem ela, corremos o risco de construir uma sociedade sem regras e sem valores.
Coisa diferente é saber se, nestes casos, a pena de prisão é correcta.
Não fujo, também, a esta questão e repito o que já antes afirmei: não sou favorável à pena de prisão para a mulher que decide abortar, seja antes ou depois das 10 semanas de gravidez. O que acho absolutamente incongruente na questão que está em referendo é que, até às 10 semanas, se afaste qualquer forma de penalização e que, às 10 semanas e um dia, se aplique a pena de prisão.
Para mim, a liberalização do aborto pode ter consequências graves. Promovendo-a, ela torna-se, como sublinhou um deputado do PS no debate de 1997, “um mecanismo de desresponsabilização social”.
Consagrando-a, ela traduzirá um sinal de facilidade, não uma ideia de responsabilidade.
Aprovando-a, estaremos a inverter as prioridades. Temos de nos preocupar em incentivar a natalidade, para combater o envelhecimento da população. Ao contrário, estamos a promover o aborto, instrumento de destruição de uma nova vida.
Em vez de ser um sinal de modernidade, como alguns dizem, ela pode ser um retrocesso cultural.
Uma sociedade moderna e responsável constrói-se com referências, valores e prioridades. É esta a minha convicção.
Por isso, votarei ‘não’ no referendo.


Luís Marques Mendes

publicado por Vânia Caldeira às 22:14

20
Jan 07

É deprimente como a nossa lei se adequa tão pouco à nossa realidade. Cada vez que aquele homem baixo, vestido de militar e coxeando ligeiramente aparece no ecrã, estremeço… Olho aquele homem e admiro-o. E não percebo…

Porque é que a lei protege sempre os pais biológicos? Tem de haver uma maior protecção dos pais adoptivos, aqueles que (na maioria das vezes) efectivamente se preocupam com as crianças, aqueles que são, para as próprias crianças, os seus pais. Não é fácil adoptar uma criança hoje em dia… A mim a ideia agrada-me particularmente, gostava imenso de adoptar uma criança. No entanto, parece-me que a sociedade portuguesa ainda é preconceituosa no que toca estas questões. Um casal que opte pela adopção ainda é olhado de lado… Mas pior do que isso, é o facto de que um casal que adopte uma criança, pode ser obrigado, anos mais tarde, a ter de a “devolver” aos considerados “verdadeiros pais”, pelo tribunal. E não uso o verbo casualmente. Aos olhos da justiça, a criança é como um bem que pode ser primeiro deixado numa casa, mas depois de reconsiderada a questão, pode ser entregue noutra. No meio de tudo isto quem se preocupa com o que é melhor para a criança?

Ser bruscamente retirada aos que sempre conheceu como pais e entregue nas mãos de um homem que nem mostrou interesse quando a mãe biológica lhe disse que estava grávida de um filho seu, um homem que duvidou, um homem que ignorou, … e que só depois se lembrou de reivindicar a criança que diz ser “sua filha”? Ou continuar a viver com uma família que a estima, que a acolheu há 4 anos atrás e que é a única família que conhece?

Apesar da crueldade da lei… este caso evidencia sentimentos maravilhosos…

É de louvar o espírito de coragem deste pai adoptivo, disposto a cumprir pena de 6 anos para não revelar onde se encontram a filha e a mulher.

E também é de admirar… o silêncio de Torres Novas quanto ao paradeiro da criança e a vontade de libertar o militar. Um pedido de habeas corpus está a ser reivindicado pelos habitantes desta localidade, pelo facto de o militar ter sido privado da sua liberdade sem justa causa, já que não foi provado o rapto nem o perigo para a criança, nem as suas atitudes se coadunam com essa mesma evidência.

Veremos o que o tribunal vai fazer a esta criança… esperemos uma de duas coisas, ou que a lei seja ponderada e passe a ter o afecto e a própria criança em consideração, ou que, simplesmente, a menina nunca mais apareça.

publicado por Vânia Caldeira às 21:15

02
Dez 06

 

Eu admito que às vezes tenho umas ideias um bocado estranhas... E sobretudo, sempre muito diferentes de toda a gente... Mas será assim tão estranho que eu me escandalize com a despenalização do aborto? Ou devo dizer com a banalização do mesmo?

Primeiro que tudo, e apesar de compreender a ingrata posição de Cavaco Silva, e a sua consequente aprovação do projecto de referendo, não entendo o que mudou no país desde o último referendo que justifique um novo. Se em 1998 o referendo disse que "não" porquê repeti-lo? Todos falam da crise que o referendo, enquanto processo legal, atravessa em Portugal: o número de pessoas que se tem dirigido, nos últimos anos, às urnas nestes eventos têm vindo a descer cada vez mais. Mas será que este 2.º referendo não vem tornar ainda mais ridículo o conceito de "referendo"? Será que não vem denegrir ainda mais a ideia que temos dele? Em 1998 não tive ainda, por falta de idade, a oportunidade de votar: mas se o tivesse feito, diria o mesmo que vou dizer em Fevereiro: não! Alguns dirão que falta maturidade, que "não cresci" já que os anos passaram e a ideia permaneceu... Eu digo apenas que não alterei a minha forma de ver o aborto porque não há outra forma de o ver: ele é crime e deve ser punido como tal. Não calculo qual poderá ser o resultado deste novo referendo... mas creio que isso não é um problema. Se voltar a ganhar o "não", creio que o PCP não hesitará em propor, já no próximo ano, um novo referendo. Então e se ganhar o "sim"? Também posso ter esperança num novo referendo? Porque não fazer um referendo novo todos os anos? Assim podíamos dizer que a nossa legislação estava de acordo e sempre actualizada com as mentalidades, com a sociedade...

Concordo com a actual legislação. A interrupção voluntária da gravidez deve ser permitida até às 10 semanas de gestação em condições de má formação do feto, risco de vida para a mãe ou violação. E não tenho nada mais a dizer. Só nestes casos "matar" uma futura criança fará algum "sentido"... Ou pelo menos, terá alguma justificação...

E digam o que quiserem: que não passa de um feto, um embrião, um simples ponto, ... já ouvi de tudo e nada nem ninguém me conseguiu convencer do contrário. Pode ser um ponto, um feto, um embrião, mas é, antes de mais, uma potencial criança. Porque esse ponto, esse feto, esse embrião é uma futura criança.

Por motivo de doenças terminais, que envolvem muito sofrimento ou significativas perdas de qualidade de vida e dignidade, a nossa legislação não deixa as pessoas optarem pela vida ou pela morte. Elas não têm o direito de decidir acerca da sua própria vida. A eutanásia é crime e é punida como tal, tanto àqueles que tentaram e foram mal sucedidos, como aos respetivos cúmplices. Então porque é que a lei há-de tolerar que uma pessoa tenha direito de decisão sobre outra? Porque é que o aborto (quando não coincidente com o permitido pela lei) não deve também ser considerado um crime e punido como tal? Há quem diga que é vergonhoso acusar de crime uma mulher só porque abortou... Quanto a mim é bem mais ridículo punir uma pessoa que quer acabar com a sua própria vida... A vida é sua... Num aborto há uma pequena vida nas mãos de uma mãe.

Apesar de a maioria dos homens que conheço ser a favor do aborto e creio que isso se deve a uma tentativa de auto-defesa... Afinal não são os homens os primeiros a fugir de responsabilidades quando a respectiva parceira fica grávida? Não são eles os primeiros a sugerir o aborto... ? Não sempre, mas certamente um dos motivos que leva as mulheres a ponderarem o aborto, principalmente as mais jovens, será a falta de apoio do pai da criança.

Os que são a favor... muitas vezes alegam um motivo não muito próprio: o seu direito de decidir. Não concordo lá muito com isto... O corpo é da mulher, é ela que vai ter a criança... apesar de achar que um filho é um assunto a ser debatido a dois, a última decisão deve ser sempre dela.

O aborto será sempre um tema que me fará estremecer... Não vou compactuar com a despenalização do aborto, não concordo com a abolição de responsabilidades a quem o pratica... Mas, enfim... Veremos o que dita o referendo.

Já agora e a propósito deste tema, recomendo-vos que passem por: http://despenalizar.blogs.sapo.pt/

"À Mulher

Se tens um filho no ventre
E pensas que o não podes ter
Confia em Deus ! Que esse ente
Tem direito de nascer.

E há lugar entre a gente
Para um belo e novo ser
Que embora frágil, sente
E já luta para viver !

És pelo querer de Deus
Mãe defensora dos seus
Sempre amada e estremecida:

E não pode haver razão
Mais alta que o coração
Que tens em ti e que é VIDA!"

Modesto Melo Martins
2005

publicado por Vânia Caldeira às 19:11
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18
Ago 06

O tabaco tem dado que falar nos últimos tempos. Pessoalmente, não sou fumadora e sou a primeira a defender que deve ser proibido fumar em locais públicos, já que isto compromete a saúde dos que optam por não fumar...

No entanto, e apesar da aparente genialidade na propsta desta nova lei, não nos podemos deixar enganar: estamos num país que é diferente de todos os outros, numa autêntica república das bananas.

Afinal no nosso país a lei é ambígua, podendo os proprietários destes locais públicos optar pela proibição ou não dos fumadores no seu espaço... Será difícil de compreender que, nesse caso, se está a garantir a total ineficácia da proposta? Siml porque nenhum proprietário (por muito que concorde com a medida - e eu sei do que falo!!!) ganha alguma coisa em ir contra a vontade de grande parte dos clientes.

Afinal no nosso país... ao mesmo tempo que se garante a ineficácia da nova lei... garante-se também uma nova forma de descriminação (como se elas faltassem no país)... Sim, porque segundo o que tem sido comentado nos últimos tempos... os patrões poderão escolher os futuros empregados, mediante sejam ou não fumadores... Ridículo, não?

Quanto a mim tudo seria muito mais fácil se a lei fosse escrita de uma vez por todas, proibindo fumar em todos os locais públicos (sem excepção ou hipótese de escolha dos proprietários, para evitar desigualdades),  e, claro, dando a possibilidade, aos eventuais patrões de, apenas, proibirem ou não que os empregados fumem nas suas instalações... Se fumam ou não fora dali não é problema deles.

Mas afinal eu sou uma não-fumadora... E este é um país assim...

Vânia Caldeira

publicado por Vânia Caldeira às 17:43
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08
Ago 06

Depois da medalha de bronze me 20 km Marcha ganha por João Vieira, conquistando para Portugal um novo recorde nacional, 1.20.09. , Portugal volta a estar no pódio com a nossa esperança de sempre: Francis Obikwelu.

O atleta saiu da pista número 5 e mais uma vez é o último a arrancar após um falso alarme de um colega, mas recupera de uma forma aparentemente fácil e acaba por deixar para trás todos os seus oponentes.Esta foi a primeira medalha de sempre para Portugal em provas de velocidade e, simultaneamente, o record europeu dos 100 metros livres com uma marca de 9.84.

VIVA PORTUGAL E VIVA O SPORTING que continua a estar na frente do atletismo em Portugal!!!

 


 



publicado por Vânia Caldeira às 18:50
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07
Jul 06

“Portugal perdeu um jogo que tinha condições para ganhar. (...) Não devemos ser injustos e muito menos ingratos. Portugal tem merecido elogios generalizados, chegou à meia final como a grande e boa surpresa deste torneio. Chegou onde muitos dos grandes, alguns campeões do mundo, não chegaram. (...) Mesmo assim bateu-se tão bem e tão dignamente, que durante muito tempo o galo francês não se atreveu a pôr a crista fora da capoeira. Portas trancadas, aqui e ali, um ventinho azul do apito, a soar a favor, como é norma nestes grandes jogos entre grandes equipas, mas de grandes e de pequenos países. (...) A segunda parte francesa é de fazer corar de vergonha os gauleses mais nacionalistas, ao verem a sua equipa, assim, prescindir do jogo e deixar-se subjugar por um pequeno Portugal. Aquele final, de cantos sucessivos, com Ricardo na área francesa foi, de facto, arrasador. (...) Como dizia Scolari, quem jogou bonito já há muito que está em casa. Por isso, a França, depois de penalti ocasional, jogou apenas para não deixar jogar. Fez assim uma das melhores homenagens ao futebol português mas, apesar do sofrimento, garantiu a vitória. (...) [Portugal] acabou por transmitir a sensação de que nunca, nem em Wembley em 1966, se esteve, de factro, tão perto de estarmos numa final do Campeonanto do Mundo. È natural que nestes primeiros dias (...) a Selecção sinta que não acabou apenas o Mudnial, mas que acabou, mesmo, o mundo. Porém, Scolari saberá dizer-lhes que o que a selecção fez neste mundial, merece um final feliz.

Foi-se o sonho novamente, num penalti marcado por Zidane, mas fica a certeza de que esta selecção terá sempre lugar especial no coração dos portugueses."

Vítor Serpa

in A BOLA de 6 de Julho 2006

publicado por Vânia Caldeira às 14:06
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06
Jul 06
“Não senti qualquer superioridade dos franceses. Pensei que fossem melhores!” (Cristiano Ronaldo)
Quanto a mim, foi o melhor jogo de Portugal neste Mundial, com algumas oportunidades, com pressão sobre o adversário, com muita vontade de ganhar. Lugares de destaque para Cristiano Ronaldo (um jogo fabuloso e, finalmente, sem infantilidades), Maniche (vários bons remates), Miguel (um dos melhores jogadores portugueses deste Mundial que teve tanto de brilhante como de regular) e Ricardo, com boas defesas durante o jogo, óptimo ao adivinhar o pénalti de Zidane, que quase defendeu... Faltou “um bocadinho assim”... Mas faltou! E excelente no final, ao correr para a área contrária, mostrando aquela garra de leão, a vontade de ganhar, mais uma vez. Viram aquele excelente pontapé de bicicleta??? Figo, embora claramente cansado, organizou sempre o jogo; Deco desiludiu e nada lhe correu bem.
“Estamos todos decepcionados, mas orgulhosos de pertencer a este grupo de trabalho.” (Figo)
De louvar a maturidade de Cristiano Ronaldo, nos comentários de final de jogo, quando disse que afinal Portugal é um país pequeno e humilde e isso não chega; quando disse que não achou a França superior e que esperava mais dos franceses, em tom de resposta aos comentários provocadores dos franceses, no dia anterior.
“Jogámos muito melhor do que a França.” (Cristiano)
Apesar de tudo, os franceses não foram nada felizes em excelência de jogo. Tiveram sorte (?) com a arbitragem e depois do primeiro golo, fecharam-se na sua área, limitando-se a defender. Do futebol francês... pouco se viu! Afinal as galinhas ficaram mesmo na capoeira e poucas vezes espreitaram cá para fora... Quanto aos galos... onde é que eles estavam?!
Figo falou da falta de amarelos mostrados aos franceses, que poderia condicionar a presença de determinados jogadores na final e do pénalti que ficou por marcar. Ricardo disse que, com ou sem consciência, o árbitro foi injusto e errou demasiadas vezes, não tendo um critério uniforme em situações semelhantes.
“Fizemos tudo o que podíamos para mudar este resultado.” (Ricardo)
Pouco mais há a dizer.. Apenas a revolta de Scolari é de registar (ele sofreu como se fosse português), Portugal é o patinho feio que tentaram a todo o custo eliminar: e conseguiram! Scolari foi um treinador excelente e espero que fique!
Ontem, Portugal lutou contra várias equipas: contra a França, contra o árbitro, contra a FIFA, contra a sua pequenez, contra o MUNDO. Um país acreditou, um povo sonhou (e por isso estamos gratos a esta selecção); 11 jogadores procuraram fazer o impossível: e fizeram, porque jogar contra todas estas equipas é uma missão digna de Tom Cruise.
Cristiano Ronaldo é um dos potenciais candidatos a Melhor Jogador Jovem do Mundial e Maniche a única possibilidade portuguesa como Melhor Jogador do Mundial. Embora não acredite que ganhem, pois são portugueses... espero que consigam!
Agora resta esperar que conquistem o terceiro lugar... Principalmente porque estes jogadores merecem! E torcer por Itália... Os franceses não mereceram chegar a Berlim, quanto mais sair de lá com a taça no regresso à capoeira.
PARABÉNS A TODOS, VIVA PORTUGAL E OBRIGADO!
VOCÊS PROVARAM QUE O SONHO NÃO FOI SÓ UM SONHO: O SONHO ERA POSSÍVEL!
Merecem ser trazidos em braços: todos eles!
FOMOS PATINHOS FEIOS, MAS NAVEGÁMOS NOS MARES DO SONHO E DA AMBIÇÃO!
E SE NÃO NAVEGÁMOS NOS MARES DA FINAL FOI PORQUE O MUNDO NÃO QUIS... E O ÁRBITRO NÃO DEIXOU!
PORTUGAL ESTÁ DE LUTO... MAS VOCÊS SÃO E SERÃO SEMPRE OS NOSSOS HERÓIS!

NÃO VOS ESQUECEREMOS!

Vânia

publicado por Vânia Caldeira às 13:29
sinto-me: PORTUGUESA
música: HINO NACIONAL

05
Jul 06

Ainda bem que passaram os italianos... detesto alemães.

Mas só os detesto a seguir aos franceses. Não é que estes senhores tiveram lata de vir dizer que o único objectivo de Portugal é destabilizar a equipa adversária e atirar-se para o chão, fazendo-se às faltas. Aliás, que isto estava mais que evidenciado, no jogo com a Inglaterra, em que Ronaldo terá pressionado o árbitro para dar cartão vermelho ao holandês. Meus senhores... até eu que não simpatizo nada com a "criança" portuguesa... tenham dó: fiquei cheia de pena! É tudo uma grande mentira. Mas fiquem descansados... que a nossa resposta aos vossos comentários (esses sim com intenção de destabilizar) não vem só... Traz com ela a bola, direitinha para o fundo da baliza. Como disse um dos comentadores da RTP: vocês, melhor do que ninguém, deviam estar habituados a conhecer o futebol português já que têm a grande honra de ter como melhor jogador em França, um português: o Pauleta, e deviam saber que ele não se preocupa em atirar o corpo para o chão, mas sim a bola para a baliza... Por isso, "mon cherry" preparem-se... Que a resposta está a chegar e não vai ser pequena. A alma de conquistadores dos portugueses vai vingar e tem como destino Berlim... por isso não vão ser vocês a quebrar o nosso sonho.

Se ganharmos, haverá espuma por todos os lados e de várias maneiras:

1.ª vou para a festa da espuma no Living (em Santa Cruz) festejar

2.ª os franceses irão espumar pela boca de tanta raiva e vão revelar-se os verdadeiros arruaceiros

3.ª até podia haver champanhe para comemorar (mas como os franceses não valem tanto) haverá de certeza espumante para a festa

VIVA PORTUGAL!

publicado por Vânia Caldeira às 15:57
sinto-me: PORTUGUESA

02
Jul 06

 

Sinceramente não percebo muito bem o que é que a FIFA tem contra os portugueses...? Ou talvez entenda.

Mas laguém duvida que o homem do jogo foi o Ricardo? Alguém tem dúvidas de que foi ele a garantir a nossa vitória, que caso assim não fosse, seria impossível?

Sinceramente, que injustiça! O que interessa é que ele saiba que para todos os portugueses foi e é o homem do jogo, o homem da selecção, o homem que nos permitiu a chegadas às meias finais e figurar entre as melhores 4 selecções do mundo e o nosso HERÓI NACIONAL.

RICARDO: OUR MAN OF THE MATCH!

publicado por Vânia Caldeira às 15:39
sinto-me: PORTUGUESA

01
Jul 06

Que sofrimento... Não há coração que aguente. Juro que pensei que perdíamos depois de 120 minutos a sofrer, a jogar cada vez melhor à medida que o jogo se aproximava do fim e com várias oportunidades sem concretização... Figo foi o homem que organizou sempre o jogo, Miguel esteve muito bem, Fernando Meira pôs Rooney no chinelo, Maniche genial com vários bons remates... Mas faltou claramente Deco. Ricardo garantiu todas as defesas, negando todos os golos aos britâncicos.

E depois a lotaria... Não gostando do Simão sabia que ele marcaria; acreditei no Ricardo, com muita força... Mas era o Lampard... Porém, tive a certeza que o Ricardo a defenderia... E defendeu! Gritei Ricardo com toda a força. Com o que eu não contava era com as falhas do Petit e do Hugo Viana... Mas estava lá o Ricardo, e ele resolveu! Por fim, voltei a tremer: tudo nos pés de Cristiano... Com nervos de aço, ele também marcou e assinou a vitória portuguesa.

O Ricardo foi, na minha opinião, o HOMEM DO JOGO, foi ele que comeu, com prazer, os bifes à inglesa. Povou que a história afinal pode ser repetida. Provou aos ingleses que é melhor não voltarem a meterem-se com ele e que de nada lhes vale treinarem muito as grandes penalidades. Fez história ao ser o primeiro guarda-redes a defender três panalidades num mundial.

Torres Vedras está ao rubro... E se a semana passada se espremeram as laranjas, desta vez quem saiu espremido foram os ingleses... Os bifes saíram à rua... Os ingleses saíram de vez...

E o Ricardo é o NOSSO HERÓI! Parabéns Ricardo... Provaste por fim o teu valor e mostraste àqueles que de ti duvidaram que mereces um lugar na Selecção. Em pleno dia de Centenário do SPORTING, mostraste a tua verdadeira RAÇA DE LEÃO! Eu confiei em TI, sempre!

PARABÉNS RICARDO... Vamos pôr uma estátua tua no lugar da do Marquês!

PARABÉNS SELECÇÃO, PARABÉNS RICARDO

PARABÉNS PORTUGAL!!!

publicado por Vânia Caldeira às 20:27
sinto-me: PORTUGUESA
música: HINO A PORTUGUESA

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