Para sonhadores... Deixem-se levar... O blog mudou de cores, mas os sonhos são os mesmos...

20
Jul 09

 

As muito ansiadas (e merecidas) férias. Ansiadas, porque trazem à minha vida um factor do qual já não desfrutava há algum tempo: o próprio tempo! Merecidas? Sim, pelo menos assim o creio. Mais uma meta alcançada, com as cadeiras todas feitas em 1ª fase e um sorriso de troça para o chamado "ano barreira". Agora, agarrem-se: anos clínicos, aí vou eu!

Mas até lá só preciso de ... tempo. Tempo para mim e para os outros.

Tempo para ir beber um café sozinha, olhar o horizonte e pensar na minha vida, na minha felicidade, na sorte que tenho. Tempo para dar um pulo até à praia e sentir a rude areia nos meus delicados pés, sentir-me só comigo e com o mundo, sentir o sol que escalda e queima mas, sobretudo, que regenera. Sentir a suave aragem que me dá as forças perdidas com tantos exames, que me liberta o espírito do pensamento, que me deixa entregue a um estado de calma inconsciência.

Tempo para escolher qual o livro a ler de seguida, tempo para alugar todos aqueles filmes que foram ficando para trás, tempo para ouvir as músicas preferidas, tempo para escrever, tempo para conhecer lugares e pessoas, tempo, tempo, tempo...

Mas, também, tempo precioso para estar com os outros. Todos aqueles que tornam cada grão de areia da minha ampulheta tão especial, tão único. Tempo para pôr a conversa em dia, reafirmar esses fortes, ainda que invisíveis, laços que nos unem. Tempo para rir em sintonia. Há coisa melhor do que rir a dois? Tempo para passeios, idas à praia ou ao cinema. Tempo para cafés, bares e discotecas. Tempo para me dar e receber do que de melhor este mundo tem: esse milagre da amizade. Esses momentos perfeitos de comunhão, sorrisos, compreensão... é, agora, e ao vosso lado que os reencontro. E, assim, me reencontro a mim mesma.

E ainda tempo para estar contigo: apenas nós, a dois. Reinventar sorrisos e desenhar carinho. Espelhar felicidade e confiança. Crescermos juntos na união que partilhamos.

 

Finalmente... posso rejuvenescer de férias!!!

Desde já, a todos desejo, umas excelentes férias.

publicado por Vânia Caldeira às 14:05
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18
Jul 08

 

Depois de um árduo ano de trabalho e da mais longa época de exames de que há memória... as justas e merecidas FÉRIAS!

Aos leitores do blog as minhas desculpas pela ausência...

Mas estarei de volta muito em breve.

 

Desejo a todos umas excelentes férias!

 

Beijinhos

Vânia Caldeira

publicado por Vânia Caldeira às 19:46
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02
Abr 07

Finalmente de férias... E que merecidas férias!

Sinto que nunca supliquei tanto por elas e sobretudo que nunca souberam tão bem... como desta vez. Apesar de se resumirem a uma singela semana, que passará (nesse sentido, não será diferente mas como todas as férias), a voar... cada dia será muito especial.

Vou parar? Nem por isso. Tenho imensas coisas para fazer. Mas pelo menos posso gerir o meu tempo e escolher o que fazer.

Posso escolher estudar Anatomia, Fisiologia ou Biologia Molecular... ou não estudar simplesmente.

E, sobretudo, posso fazer tudo o que vejo reduzido em tempo de aulas: sair à noite para beber café, ler (que falta que eu sinto de ler verdadeira literatura, e o Netter e o Rouviere que me perdoem, mas estou tão farta), ver muitos filmes (alugá-los todos), ver televisão, ouvir música, andar de carro, ir ao centro comercial, sair com os amigos, ir à praia... ou, simplesmente, dormir. E não ter nada para fazer.

Ou ter coisas para fazer, mas poder escolher.

A escolha, a liberdade é algo maravilhoso...

Aliás, o mais curioso de tudo no programa dos Grandes Portugueses, em que Salazar saiu vitorioso, é o conceito de "liberdade". Detentores da sua liberdade de expressão, os portugueses de hoje elegeram uma personalidade que, certamente, no seu tempo, não teria permitido esta liberdade de voto. Interessante, não? O programa teria sido, no mínimo, censurado. E hoje é a ele que o elegem.

Também é curioso que tenha ganho, a única figura que, de alguma forma, afectou alguns dos restantes grandes portugueses. Salazar perseguiu Aristides, atormentou Pessoa... É, no mínimo, chocante que Portugal se reduza a isto... que os dois grandes portugueses sejam políticos e sobretudo que tentemos mostrar que o melhor que se faz em Portugal é política. E é óbvio que não é! A nossa história e a nossa cultura são o que realmente dão o nome ao País, a primeira criou-o, construiu-o, a segunda inventou-o, deu-lhe asas e uma identidade. D. Afonso Henriques lutou contra tudo e todos para erguer um país, D. João II acreditou que o sonho era possível e foi o começo do grande acontecimento dos Descobrimentos, em que figuraram magníficas figuras como o eterno descobridor, o Infante D. Henrique ("Deus quer, o homem sonha, a obra nasce. (...) Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez, Senhor falta cumprir-se Portugal!"), ou o exímio navegador, Vasco da Gama ("O céu abrir o abismo à alma do Argonauta."). O Marquês de Pombal reconstruiu toda uma cidade, a nossa capital a partir da destruição, da miséria, do sofrimento e do nada que restou do terramoto. Nas Letras tivémos grandes "cantores" da nossa história que nos deixam um legado valiosíssimo. Os expoentes máximos da língua portuguesa. Camões cantou a glória portuguesa num estilo épico e, simultaneamente, abriu todas as limitadas fronteiras da percepção humana da época para a mulher e para o amor. É o nosso passado, o nosso presente e o nosso futuro. Mas como disse Sophia de Mello Breyner: "Este país que te mata lentamente." Quando matamos a identidade portuguesa, o orgulho no nosso país, matamos Camões lentamente. E, por fim, Pessoa. Simplesmente genial na diversidade, certamente mais egocêntrico e consciente da sua genialidade que Camões, mas um eterno senhor das letras portuguesas e da poesia. A poesia de uma vida (ou de várias vidas em cada verso), a constante capacidade de criar e de se recriar a ele mesmo, a constante atenção a um país decadente (Tudo é incerto e derradeiro. Tudo é disperso, nada é inteiro. Ó Portugal, hoje és nevoeiro... É a Hora! ") e a certeza de que o seu legado o representaria ("O universo passa e eu fico.")

Além disso, como li num texto de António Pinto Leite no Expresso, o próprio Salazar não teria votado em Salazar, tendo em conta os seus valores (com grande foco na história e cultura portuguesas)...

Não tanto pela esperada vitória de Salazar, mas por muitos outros motivos, o programa desiludiu-me. Primeiro porque, entre os 10 grandes portugueses, parece impossível que não esteja uma mulher. Ou talvez evidencie o que aconteceu ao longo dos anos na história portuguesa e mundial e que, é a causa da actual revolta feminina em todos os campos: o encobrimento da mulher. Uma mulher que esteve sempre lá... escondida. Que sempre esteve como base da educação dos seus filhos, entre os quais os grandes portugueses homens; que muitas vezes foi obrigada a escrever com a sua mão, a sua genialidade e inspiração, mas a assinar com um género diferente, o género do machismo... A mulher, que ao longo de séculos, viveu no esquecimento, na escuridão, na discrição...

Também não se percebe que não se encontre entre os 10 grandes portugueses, nenhum grande nome da Medicina portuguesa, como Egas Moniz, António Damásio, João Lobo Antunes (que eu tive a magnífica oportunidade de ouvir dar uma aula)...

Depois os apresentadores do programa não estiveram em dias particularmente inspirados. Os defensores dos grandes portugueses não estavam em posições semelhantes, tendo ficado, por exemplo, Fernando Pessoa, claramente inferiorizado relativamente a Camões.

O preconceito predominou constantemente no programa... Preconceito contra o álcool, a homossexualidade, ... preconceito contra as mulheres. Numa tentativa (falhada) de defender Pessoa, um dos membros da plateia soletrou com toda a determinação os órgãos genitais femininos, tendo deixado apenas um silêncio (de constrangido), quando era suposto referir os masculinos. Muito machismo, muito preconceito...

Num programa de aparente democracia, ganhou um ditador!

De qualquer forma, Salazar está de parabéns, foram as primeiras eleições que ganhou sem corrupção. Foi eleito por um país que goza de uma liberdade para nomear Salazar, liberdade que o próprio hoje oprimiria... Mas isso não interessa, pois não?

 

"Hoje de manhã saí muito cedo,
Por ter acordado ainda mais cedo
E não ter nada que quisesse fazer...

Não sabia que caminho tomar
Mas o vento soprava forte, varria para um lado,
E segui o caminho para onde o vento me soprava nas costas.

Assim tem sido sempre a minha vida, e
Assim quero que possa ser sempre
Vou onde o vento me leva e não me
Sinto pensar."

                    Alberto Caeiro

publicado por Vânia Caldeira às 11:55
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18
Jul 06

As férias sabem sempre muito bem... enquanto duram... agora parecem ter sido curtas demais!

Enfim, aproveitei para ler, trabalhar para o bronze e descansar.

Para já, até podia falar de várias coisas de que não tive oportunidade de falar: o 4.º merecido lugar da Selecção Nacional, a fantástica e justa recepção dos portugueses aos nossos heróis, ou da injustiça na atribuição do prémio de "melhor jogador do mundial" ao Zidane... Sim, porque o Cristiano tem falta de fair-play... mas o Zizou é um exemplo a seguir.

Mas, sinceramente, não me apetece. Quero apenas informar, para quem ainda não se apercebeu, de que estão a sair uns livrinhos com os iogurtes da DANUP que já foram adaptados ao cinema. Estou a ler apenas um e estou a achar a história muito interessante: AS PONTES DE MADISON COUNTY de Robert James Waller. Também li, nestas férias, NÃO ME CONTES O FIM da fantástica escritora portuguesa Rita Ferro e é, simplesmente, excepcional, quer na arte da escrita, quer na intersecção temporal e na história, propriamente dita.

Quanto a filmes... Não tenho visto muitos, esta semana última não vi mesmo nenhum... Mas recomendo: DIZEM POR AÍ, tanto para quem gosta de boatos, como para quem não gosta. Com óptimas interpretações de Jennifer Aniston e, imaginem só, Kevin Costner. Um dos filmes do ano é concerteza MUNIQUE, protagonizado por Eric Bana, o actor australiano que deu um lindo "Heitor" noutro filme genial - TRÓIA (apesar do reduzido rigor na reprodução da lenda - o Orlando Bloom até pode ser Páris mas quem é que acredita que o monstro mitológico Aquiles pode ser parecido com Brad Pitt - não faz mal!!! ). Para amantes de romances, aconselho que vejam TERRA DE PAIXÕES, um filme de muito sofrimento mas com uma bela história de um amor que todos quiseram tornar impossível, com Gerard Depardieu. Fantasia... essa pode ser vista num filme leve mas com fantásticas paisagens e lendas de encanatar: EARTHSEA - TERRA-MAR. Fãs (muito mesmo) do Johnny Depp: vejam o LIBERTINO... mas aviso, só para o ver a ele, porque o filme propriamente dito: é muito lento no desenvolvimento da história, dá sono e é demasiado dado a pleonasmos.

Agora chega... Vou dar uma vista de olhos pelos blogs e dar uma volta à Ericeira.

Beijinhos e até um destes dias.

publicado por Vânia Caldeira às 15:33
sinto-me:

07
Jul 06
Vou, finalmente, de FÉRIAS! Não... o meu objectivo não é, de modo nenhum, fazer cobiça a ninguém...
Digo isto apenas para justificar o facto deste blog ir passar uma semana sem ser actualizado: afinal agora quero é praia, muita água, sol e descanso!
E já agora deixo também algumas sugestões de livros muito bons para lerem nestas férias:
- Teolinda Gersão, Os Teclados
- Maria Helena Ventura, A Musa de Camões
- António Lobo Antunes, Memória de Elefante
- Vergílio Ferreira, Até ao fim  (que até foi editado pela 1ª vez no ano em que nasci!)
- Dostoievski, O Jogador
- Rodrigo Guedes de Carvalho, A Casa Quieta
Posto isto, BEIJINHOS a todos os meus amigos que passeiam regularmente por este blog.
Um beijinho especial ao Toninho: "Já vou ter contigo!!!... Continuação de boas férias!"
Um beijo grande e muito especial à minha querida Joaninha que faz anos dia 16 deste mês e que vai passá-lo em Vilar Formoso. MUITOS PARABÉNS e bom estágio, Sra. (futura) Enfermeira.
Dia 16 estarei de regresso. Até lá. BEIJOCAS
 
publicado por Vânia Caldeira às 14:36
sinto-me:

03
Jul 06

 

DIVIRTAM-SE MUITO!

VÂNIA

publicado por Vânia Caldeira às 19:54
sinto-me:
música: I feel good

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