Para sonhadores... Deixem-se levar... O blog mudou de cores, mas os sonhos são os mesmos...

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Dez 09

 

 

Há quem faça do Natal um bicho de sete cabeças... É certo que o menino já não nasce tão frequentemente por estas bandas. Tal como é certo que o seu lugar foi ocupado pela simpática personagem obesa, muito menos frágil e, decididamente, muito menos santa, que traja de vermelho e vem sempre carregado. É certo que o espírito que as religiões querem transmitir não tem muito espaço para crescer numa sociedade como a nossa. Também é sabido que praticamos uma cultura de consumo, em vez de festejarmos efectivamente o nascimento do menino.

Mas será que tudo isso é assim tão perverso como nos querem fazer crer?

Independentemente do que os mais religiosos possam pensar, ou do que os mais velhos tenham a dizer acerca do "no meu tempo"... o Natal continua a ser uma época muito especial.

Provavelmente eu sou uma rendida ao consumismo natalício. Declaro-me culpada. Mas toda a decoração de Natal me fascina. Dá-me um enorme prazer ver as ruas repletas de cor, casas com lindíssimas e originais árvores de Natal, iluminações brilhantes, ... Depois, amigos, conhecidos e estranhos, todos nos desejam as "Boas Festas". Mais ou menos sentidos, estes desejos mostram que a sociedade se une para a vivência de uma época comum e todos estão como que envoltos neste espírito.

É época de solidariedade, as pessoas estão mais abertas a dar a quem precisa. Sucedem-se os jantares dos sem-abrigo e as campanhas com postais para auxílio às crianças mais necessitadas.

Por mais profano que se tenha tornado, como dizem as mentes mais obcecadas, no Natal, a família, que passa todo o ano separada pelas circunstâncias da vida, pela falta de tempo, pelo stress diário e pelos problemas mundanos e particulares de cada um, vê-se "obrigada" (e, isto, no bom sentido) a reunir. Porque é uma tradição. Porque a consoada de Natal deve ser vivida em família. Todos se reúnem, matam-se as saudades, trocam-se risos e experiências de vida, partilha-se a harmonia e a paz desse dia. Tudo é esquecido por algumas horas e tudo tem espaço para acontecer. E surge o Pai Natal, esse ser maléfico, segundo as tais vozes, que fez destronar o menino. Mas é esse Pai Natal que leva as crianças a sonharem, que lhes ensina como é bom acreditar que tudo é possível. Mesmo um simpático velhote, com a eterna idade dos avós, descer pela chaminé só para nos trazer aquele presente mais especial. Aquele simpático velhote que nos incita ao bom comportamento durante o resto do ano.

Os mais velhos já não se vão em cantigas. Porém, no Natal têm a oportunidade de dar e receber, o que não é mais do que a hipótese de mostrarmos como conhecemos bem os outros ou como eles nos compreendem. Quando escolhemos minuciosamente uma prenda para alguém especial, procuramos ir ao encontro do que essa pessoa é ou precisa, procuramos demonstrar o nosso afecto e como é importante na nossa vida. Mesmo com um presente simbólico. Debaixo da árvore, esses presentes lembram-nos que muita gente gosta de nós e nos acha especial. E à medida que desembrulhamos cada um deles, e recebemos aquele perfume com um aroma que tanto nos agrada, aquela manta giríssima que tanto jeito vai dar nos serões mais frios, aquele fondue de chocolate para os momentos mais românticos, aquele livro que tanto nos apetecia ler, ... Nesse momento, sabemos que os nossos verdadeiros amigos e familiares nos conhecem profundamente. Haverá melhor sentimento que esse? De dar e receber de quem mais amamos?

 

Por tudo isto, sou uma defensora do Natal, com tudo o que ele tem de bom. É momento de festa, de reunião e de paz. Motivo para todas as alegrias.Deixem-se contagiar pelo espírito do Natal.

 

Quanto às pessoas que dizem mal do Natal, preocupem-se mais em cultivar aquele que acreditam ser o verdadeiro espírito do Natal, do que em dizer mal dos outros e, geralmente, fazer o mesmo que todos fazem.

 

Desejo a todos os leitores deste blog um muito Feliz Natal, em família, com muita saúde e muitas alegrias.

 

Boas Festas,

Vânia Caldeira

 

publicado por Vânia Caldeira às 11:47

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