Para sonhadores... Deixem-se levar... O blog mudou de cores, mas os sonhos são os mesmos...

18
Mar 08

 

Não sei onde, nem quando... mas perdi-as. Também não percebi como. Apenas sei que quando olhei, elas já não estavam lá. As minhas asas.

Acredito que quando nascemos somos dotados de um par de asas, que nos asseguram uma infância de promessas, brincadeiras ingénuas, crenças inabaláveis, confiança inesgotável.

À medida que crescemos, vamos compreendendo o nosso próprio tamanho e realizando a pequenez e fragilidade da nossa condição. Nem tudo acontece como esperávamos, porque os nossos pais nem sempre estão por perto para pintar em tons de rosa o nosso mundo, tal como o fizeram com o nosso quarto. As pequenas brigas deixam de se resumir às bonecas ou aos jogos... passam a ser sérias discussões, iguais às que nos eram incompreensíveis no mundo dos adultos. Percebemos que nem todos querem saber. Que a amizade nem sempre é tão simples ou tão irresistivelmente natural. As relações humanas complicam-se à medida que se revestem de interesses e de precauções.

Porque uma das leis da vida é que aprendemos com ela. O processo de crescimento envolve, inevitavelmente, a perda dessas asas de fantasia e ilusão. E, com o desaparecer desse elemento alado, perdemos também o que de mais puro e genuíno há em nós e deixamos de ter acesso a esse mundo tão verdadeiro... o dos mais pequenos.

Olho-me ao espelho. Perdi a ingenuidade. Hoje sou assumidamente desconfiada, demoro tempo a aproximar-me e a confiar nos outros, sou muito mais céptica e muito menos crente, mais prática e óbvia, o meu olhar é mais perspicaz, as minhas relações mais selectas.

Acho que isso significa apenas uma coisa: cresci!

Mas há uma magia, muito particular, e um brilho que resta do dourado dessas asas, que algures perdi... Nas poucas, mas genuínas amizades que me restam, sei que há espaço para essa menina ingénua, para essa confiança absoluta, para essa fé nos outros, para essa idealização e para essa verdadeira entrega. Nesses momentos de prazer, com esses priveligiados "melhores amigos" (e que, sobretudo, me tornam a mim priveligiada) retorno ao meu mundo encantado e sou simplesmente eu... desnuda, sem máscaras, sem medos e sem preconceitos. Apenas eu... essa menina loira, de olhos verdes, asas brilhantes e sonhos do tamanho do mundo.

 

publicado por Vânia Caldeira às 18:38
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06
Jul 07

Há um sentimento tão completo em conseguirmos atingir as metas a que nos propomos. É como uma lufada de ar fresco que nos penetra a pele e nos preenche por dentro. Um misto de orgulho, de sentido de dever cumprido, de descanso... e de felicidade.

Com um ano de curso concluído em 1ª fase sinto-me um pouco mais eu, sinto recompensado todo o esforço de um ano de muito trabalho.

Aprendi muita coisa, fiz bons amigos e, sobretudo, vivi intensamente grandes momentos. Momentos melhores e outros menos bons. Mas foram exactamente os maus momentos, que clarificaram a grandiosidade dos bons. Foram também neles que se revelaram os grandes e os verdadeiros amigos...

Óptimos momentos de sincera amizade e preocupação, divertidos momentos de festa e descontracção, muitas risadas à mistura, ...

E nos maus momentos a importância da união: apoiámo-nos sempre uns aos outros, estivémos sempre lá uns para os outros, com palavras, com gestos ou mesmo no silêncio dos olhares...

Agora sinto-me livre e felicíssima por poder gozar umas merecidas férias.

Sinto-me mais segura e confiante, tal pássaro capaz de levantar asas e voar até à mais alta das nuvens em busca do mais ambicioso dos sonhos... Capaz de poder sentir nos lábios o doce sabor do sucesso e a magia do poder da amizade...

publicado por Vânia Caldeira às 01:59

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