Para sonhadores... Deixem-se levar... O blog mudou de cores, mas os sonhos são os mesmos...

03
Jan 08

 

O ano novo começou e, ao que parece, não da melhor maneira. Isto porque a forma de comemorar a chegada de um novo ano é variada e, muitas vezes, levada ao extremo. Isto porque parece normal, na zona de Chelas, receber o ano com o disparo de vários tiros para o ar. Enquanto uns celebram, e porque o destino não perdoa, outros tornam-se alvos fáceis. Desta vez, a vítima foi uma menina de 9 anos, baleada na cabeça e que acabou por não resistir. Saber que festejar um novo ano implica a possibilidade de roubar a hipótese de viver novos anos a uma criança, devia pesar na consciência destas pessoas, que aceitam o hábito como um ritual naturalíssimo. Além disso, também um homem de 45 anos, que falava ao telemóvel na sua varanda, acabou atingido no peito.

 

 

Mas de maus exemplos parece estar cheio o início de 2008. O presidente da ASAE, a associação que mais tem atormentado a vida dos portugueses com noções do correcto, do limpo e do legal, não fez cumprir a lei. E, sobretudo, não deu o exemplo. Ou melhor, talvez tenha dado. Em pleno Casino Estoril, quase que motivou todos os outros a fazerem "vista grossa" à lei. Apanhado a fumar depois das duas da manhã do primeiro dia do novo ano, António Nunes, acabou por desculpar-se com uma suposta não inclusão dos casinos na lei. Das duas uma: ou António Nunes não se lembrou de desculpa melhor para justificar o péssimo e vergonhoso exemplo, ou se o que diz é verdade... o nosso país ainda é pior do que eu pensava. Se os casinos, por serem considerados sítios de elite, estão excluídos de terem de cumprir a lei, que tremenda injustiça.

 

 

Injustiça, palavra vulgar no nosso quotidiano. A Zé Diogo Quintela, o meu "gato fedorento" preferido, aconteceu o que poderia acontecer a qualquer pessoa. Depois de uma noite de trabalho e champanhe, a apresentar o "Diz que é uma espécie de reveillon", acabou por ser mandado parar e o balão não revelou boas notícias: 1,6g/L de álcool no sangue (a partir de 1,2g/L é considerado crime). Até aqui nada de especial, nem anormal nesta época de excessos. A audiência em tribunal evidenciou, mais uma vez, as típicas injustiças. Porque é uma figura pública e nunca tinha cometido semelhante infracção foi apenas obrigado a pagar a módica quantia de 400 euros a uma instituição de caridade e a prestar 40 horas de trabalho comunitário. Não tenho nada contra o Zé Diogo, até muito pelo contrário, mas é chocante ver que a história se repete. Excepções às figuras públicas... Seria bom que estas excepções existissem para outras pessoas, aquelas que não têm qualquer registo anterior na carta de condução e que precisam da carta para fins de trabalho ou porque têm outras pessoas à responsabilidade (filhos menores ou idosos)... Seria bom que a lei fosse mais igual para todos e menos apta às injustiças.

 

 

Também a Operação de Ano Novo não traz boas notícias: ainda não acabou e já registou mais quatro mortos do que no ano passado.

 

 

O tempo também não foi simpático na forma como nos abriu as portas de 2008. Além do horrível dia 1 do ano, durante a madrugada de ontem foram inúmeros os estragos causados pelas fortes rajadas de vento em Setúbal: cerca de 50 casas particulares e várias escolas afectadas.

Por fim, o petróleo continua a não querer dar tréguas. Acabou de começar um novo ano e o crude já atingiu novos máximos, tendo ultrapassado o valor de 100 dólares por barril de petróleo. Este era um dos acontecimentos mais temidos que acabou mesmo por ocorrer. Consequência: os combustíveis já foram vítimas de novo aumento e prometem continuar a atormentar-nos a vida...

 

Boas notícias... Não são muitas. Apesar da muita relutância, o que é certo é que se vêem as pessoas a fumar à porta dos locais de trabalho, cafés e outros espaços públicos. Contrariados ou não, a lei começa a ser cumprida e no interior destes espaços pode-se respirar com vontade. O hábito, como sempre, e o tempo, como aliado, tornarão o gesto de fumar na rua mecânico e farão desaparecer as ridículas e, sobretudo, egoístas contestações.

 

 

Outra notícia que o novo ano trouxe é inédita no nosso país: pela primeira vez um medicamento português será comercializado nos Estados Unidos e Canadá. O medicamento é da farmacêutica Bial e é um anti-epiléctico, que parece ter agradado os americanos. Deverá ser comercializado apenas no próximo ano mas é, desde já, uma óptima notícia para o país que encaixará qualquer coisa como 175 milhões de euros.

 

É assim que começa o novo ano. Espero que mais boas notícias estejam por chegar...

publicado por Vânia Caldeira às 14:43

31
Dez 07

 

A nossa vida é, na realidade, um ciclo. Em paralelo com a linha do tempo que vai deixando em nós as marcas da idade (não apenas as físicas, mas sobretudo os traços de carácter que se vão definindo), há um ciclo contínuo que se renova e repete a cada ano. Todos os anos surge a expressão "Ano Novo, Vida Nova" que, mais do que uma expressão vulgar, parte de uma ideia que nos visita a cada ano. Todos os anos a esperança de que o próximo seja melhor, todos os anos a análise do que fizémos de errado ou do que ficou por fazer, todos os anos novas metas e desafios, novos sonhos e objectivos. O que mudou e o que se manteve. O que éramos e o que somos. Ano após ano...

Mais um ano. Passam demasiado depressa para termos tempo de nos habituarmos a eles. Provam que a imutabilidade da vida não passa de um mito, a que por vezes nos agarramos na tentativa de vislumbrar a felicidade. Mas a ideia está errada. É na mudança que temos que depositar a esperança, é a ela que temos de nos afeiçoar para conseguir alcançar não a felicidade eterna, mera quimera, mas pequenos momentos de felicidade que nos realizem verdadeiramente, que dêem sentido ao que somos e ao que fazemos. "Carpe diem".

 

 

O ano de 2008 traz uma novidade para todos: a nova lei do tabaco. E, com ela, pode dar-se significado à expressão "Vida Nova". Uma vida mais saudável, na qual os não-fumadores não terão de fingir que gostam de conviver com o incómodo fumo nos espaços públicos. Ainda parece um sonho, mas será óptimo experimentar este novo ano: entrar em cada café, restaurante, bar, discoteca, locais de trabalho e poder respirar profundamente. Não ter de sair com os olhos "a arder" dos espaços de divertimento nocturno, não passar a vida a tossir, nem chegar a casa com um cheiro intolerável nas roupas. Tudo isso acabou.

Favorável aos não-fumadores, restam os fumadores. Já ouvi muitos que concordam com a lei. Fumam, mas não acham agradável o ambiente poluído e incomodativo que se verifica em muitos espaços públicos. Não sei se os fumadores deixarão de fumar devido à lei. Se o não fizeram devido aos consecutivos aumentos do preço do vício, não me parece que o façam graças à nova lei. Mas acredito que passarão a fumar menos e, sobretudo, que a lei diminuirá a longo prazo o número de futuros fumadores. Com esta proibição o tabaco perde um dos componentes que o fez crescer entre a população: o social. Usado como forma de atitude perante os outros, para passar o tempo, porque é chique ou, simplesmente, porque numa mesa todos os outros fumam... Assim, há um importante incentivo que desaparece com a evaporação do tabaco dos espaços públicos.

 

 

Por fim, desejo a todos um óptimo ano de 2008, mais saudável e sem fumo!

 

publicado por Vânia Caldeira às 14:05

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