Para sonhadores... Deixem-se levar... O blog mudou de cores, mas os sonhos são os mesmos...

07
Jul 06

“Portugal perdeu um jogo que tinha condições para ganhar. (...) Não devemos ser injustos e muito menos ingratos. Portugal tem merecido elogios generalizados, chegou à meia final como a grande e boa surpresa deste torneio. Chegou onde muitos dos grandes, alguns campeões do mundo, não chegaram. (...) Mesmo assim bateu-se tão bem e tão dignamente, que durante muito tempo o galo francês não se atreveu a pôr a crista fora da capoeira. Portas trancadas, aqui e ali, um ventinho azul do apito, a soar a favor, como é norma nestes grandes jogos entre grandes equipas, mas de grandes e de pequenos países. (...) A segunda parte francesa é de fazer corar de vergonha os gauleses mais nacionalistas, ao verem a sua equipa, assim, prescindir do jogo e deixar-se subjugar por um pequeno Portugal. Aquele final, de cantos sucessivos, com Ricardo na área francesa foi, de facto, arrasador. (...) Como dizia Scolari, quem jogou bonito já há muito que está em casa. Por isso, a França, depois de penalti ocasional, jogou apenas para não deixar jogar. Fez assim uma das melhores homenagens ao futebol português mas, apesar do sofrimento, garantiu a vitória. (...) [Portugal] acabou por transmitir a sensação de que nunca, nem em Wembley em 1966, se esteve, de factro, tão perto de estarmos numa final do Campeonanto do Mundo. È natural que nestes primeiros dias (...) a Selecção sinta que não acabou apenas o Mudnial, mas que acabou, mesmo, o mundo. Porém, Scolari saberá dizer-lhes que o que a selecção fez neste mundial, merece um final feliz.

Foi-se o sonho novamente, num penalti marcado por Zidane, mas fica a certeza de que esta selecção terá sempre lugar especial no coração dos portugueses."

Vítor Serpa

in A BOLA de 6 de Julho 2006

publicado por Vânia Caldeira às 14:06
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