Para sonhadores... Deixem-se levar... O blog mudou de cores, mas os sonhos são os mesmos...

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Jan 08

 

A liberdade é uma das palavras mais aclamadas em todo o mundo. Motivo de discursos políticos, divagações literárias, reivindicações sindicalistas, iniciativas para defesa dos direitos humanos...

É, sem dúvida, um bem precioso. Mas até que ponto somos verdadeiramente livres e não meras marionetas? Não, não me refiro a questões políticas... não gosto delas. Refiro-me a todos os condicionantes que inevitavelmente nos moldam e limitam a nossa liberdade.

Desde os condicionantes biológicos e genéticos que nos limitam a um nível mais básico e fisiológico, determinando em parte aquilo que podemos ou não fazer, as nossas aptidões e capacidades, os nossos dons. Estamos limitados pelo meio social e pelo contexto cultural... A sociedade molda-nos de forma a adoptarmos as atitudes que esperam de nós, integradas num padrão de regras e normas sociais e comportamentais. A nossa fé, as nossas crenças, os nossos valores e ideais também condicionam as atitudes que tomamos, a forma como vemos o mundo e as nossas possibilidades de agir no seu seio. Somos aquilo em que acreditamos.

São todos estes factores que condicionam as nossas escolhas... Mas, em última instância, temos essa hipótese: a de fazer uma escolha.

Na verdade, a nossa vida é um palco, no qual actuamos como personagens principais. A toda a hora nos cruzamos com outras personagens, secundárias e figurantes, que desfilam pela nossa vida e nos modificam. Tal como o palco tem um cenário, a nossa vida está integrada num contexto rico em condicionantes sociais, culturais, biológicos, históricos e psicológicos. Se, por um lado, um dos valores mais importantes da nossa vida e que mais devemos preservar é a liberdade, que nos distingue uns dos outros e nos fornece a estimada singularidade, por outro, ao longos dos diversos momentos da nossa vida, existem pequenos e ténues fios, que nos prendem a esse mesmo palco, que nos tornam marionetas de uma peça maravilhosa – a vida – manejadas pela mão de todas estas condicionantes.

publicado por Vânia Caldeira às 22:17
tags:

Até que ponto somos livres? ahahahhaha
Pergunta cómica...
Welcome to the Matrix.
André a 11 de Janeiro de 2008 às 04:09

tolas
Anónimo a 17 de Janeiro de 2008 às 16:21

Bela questão e fabuloso debate... Mas acho que a beleza da liberdade é mesmo a nossa ignorancia perante ela... Bom fim de semana e se quizeres dá um saltinho ao meu espaço
herewithme a 12 de Janeiro de 2008 às 12:17

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