Para sonhadores... Deixem-se levar... O blog mudou de cores, mas os sonhos são os mesmos...

28
Mar 08


Quando me tocas com a delicadeza infinita dos teus gestos

Quando a alvura das nossas mãos se mistura num carinho infinito

Ou quando percorres o trilho do meu corpo.


Quando o verde dos teus olhos brilha no meu olhar,

Quando me aconchegas bem junto a ti num gesto protector

Quando me acaricias e me envolves em ti,

nos teus braços,

braços em que me perco, em que nos perdemos.


Quando simplesmente passas as mãos pelos meus cabelos

Quando me olhas e mergulhas no meu olhar, na minha alma

Quando tocas os meus dedos

Quando beijas docemente a minha mão.

Tu tornas-me especial

Nomeias-me princesa

Nesse mundo encantado só teu...

Só nosso... 

 

publicado por Vânia Caldeira às 21:18
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24
Mar 08


Ele sabia que não os podia desiludir. Tinham reunido todos os esforços, tinham dado demasiados pontapés nas duas primeiras letras dos "impossíveis", tinham feito tudo por ele. "Para que fosse alguém na vida", diziam.
Mas, sobretudo, tinham feito o que poucos conseguiram (e ele devia-lhes isso): acreditar verdadeiramente nele e nas suas aparentemente inférteis qualidades. Os seus pais eram, efectivamente, os "melhores pais do mundo". E, por isso, não os podia desapontar...
Ao som da terrível tempestade que rebentava lá fora, dava mais uma irrequieta e angustiada volta na cama: o sono teimava em não chegar e o descanso, esse, estava bem longe de lhe dar tréguas. Vivia mais do que uma patológica crise de insónias. Vivia um angustiante conflito interior, sem terapêutica conhecida e de prognóstico muito reservado.
Porque, lá bem no fundo, ele sabia que simplesmente não estava à altura das expectativas. Ele sabia que não era suficientemente bom. Ele sabia que, no fim, desiludiria os que mais os amavam.

Na manhã seguinte, os pais encontraram-no no chão do seu quarto, pálido e gelado. Jazia com uma invejável serenidade que nunca cultivara em vida. Ao lado do corpo inabitado, vários frascos de medicamentos espalhados pareciam ter ditado a sentença final. Fora a sua decisão e falta de coragem de enfrentar o futuro e de ter a responsabilidade de triunfar nele que tinham vencido e feito a morte parecer mais tentadora do que uma vida condenada ao fracasso. Apenas porque, no fundo, ele sempre soube que desiludiria os seus pais. E desiludiu.
publicado por Vânia Caldeira às 10:07

22
Mar 08


Estás longe mas, simultaneamente, tão perto. Nesta noite fria, em que o duro vento bate nas janelas as suas mágoas e a sua revolta, procuro imaginar-te. Olho o meu quarto, a minha cama, a minha estante, o meu roupeiro, as minhas coisas... E imagino-te, algures num outro quarto, de decoração bem distinta, com a tua cama, as tuas coisas... Penso que aí talvez esteja mais frio e que a humidade não te dê tréguas.
Estás a muitos quilómetros de distância, mas crio no meu pensamento a tua imagem, uma imagem tão fiel, tão presente, como se estivesses apenas a escassos metros, num quarto contíguo ao meu, bem aqui ao lado.
O telemóvel anuncia a chegada de notícias tuas e tento construir na minha mente o momento em que as escreveste. Pinto esse momento em que te lembraste de mim. Momento em que decidiste que não me deixarias esquecer-me de ti. Não hoje. Mas eu não me esquecera...
Sinto-te tão presente como o vendaval que teima em abordar a minha janela, tão perto como os lençóis que cobrem o frio do meu corpo, tão meu quanto este quarto e estas coisas.
Agora vou entregar-me ao mundo dos sonhos, universo maravilhoso esse, onde espero encontrar-te... Até já.
publicado por Vânia Caldeira às 23:55
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20
Mar 08

 

"Eu tenho o tempo,
Tu tens o chão,
Tens as palavras
Entre a luz e a escuridão.
Eu tenho a noite,
E tu tens a dor,
Tens o silêncio
Que por dentro sei de cor.

E eu, e tu,
Perdidos e sós,
Amantes distantes,
Que nunca caiam as pontes entre nós.

Eu tenho o medo,
Tu tens a paz,
Tens a loucura que a manhã ainda te traz.
Eu tenho a terra,
Tu tens as mãos,
Tens o desejo que bata em nós um coração.

E eu, e tu,
Perdidos e sós,
Amantes distantes,
Que nunca caiam as pontes entre nós."

 

Pedro Abrunhosa

publicado por Vânia Caldeira às 18:44
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18
Mar 08

 

Não sei onde, nem quando... mas perdi-as. Também não percebi como. Apenas sei que quando olhei, elas já não estavam lá. As minhas asas.

Acredito que quando nascemos somos dotados de um par de asas, que nos asseguram uma infância de promessas, brincadeiras ingénuas, crenças inabaláveis, confiança inesgotável.

À medida que crescemos, vamos compreendendo o nosso próprio tamanho e realizando a pequenez e fragilidade da nossa condição. Nem tudo acontece como esperávamos, porque os nossos pais nem sempre estão por perto para pintar em tons de rosa o nosso mundo, tal como o fizeram com o nosso quarto. As pequenas brigas deixam de se resumir às bonecas ou aos jogos... passam a ser sérias discussões, iguais às que nos eram incompreensíveis no mundo dos adultos. Percebemos que nem todos querem saber. Que a amizade nem sempre é tão simples ou tão irresistivelmente natural. As relações humanas complicam-se à medida que se revestem de interesses e de precauções.

Porque uma das leis da vida é que aprendemos com ela. O processo de crescimento envolve, inevitavelmente, a perda dessas asas de fantasia e ilusão. E, com o desaparecer desse elemento alado, perdemos também o que de mais puro e genuíno há em nós e deixamos de ter acesso a esse mundo tão verdadeiro... o dos mais pequenos.

Olho-me ao espelho. Perdi a ingenuidade. Hoje sou assumidamente desconfiada, demoro tempo a aproximar-me e a confiar nos outros, sou muito mais céptica e muito menos crente, mais prática e óbvia, o meu olhar é mais perspicaz, as minhas relações mais selectas.

Acho que isso significa apenas uma coisa: cresci!

Mas há uma magia, muito particular, e um brilho que resta do dourado dessas asas, que algures perdi... Nas poucas, mas genuínas amizades que me restam, sei que há espaço para essa menina ingénua, para essa confiança absoluta, para essa fé nos outros, para essa idealização e para essa verdadeira entrega. Nesses momentos de prazer, com esses priveligiados "melhores amigos" (e que, sobretudo, me tornam a mim priveligiada) retorno ao meu mundo encantado e sou simplesmente eu... desnuda, sem máscaras, sem medos e sem preconceitos. Apenas eu... essa menina loira, de olhos verdes, asas brilhantes e sonhos do tamanho do mundo.

 

publicado por Vânia Caldeira às 18:38
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11
Mar 08

É tarde e não tenho sono. Apetece-me escrever. Escrever sobre tudo, falando sobre nada. Escrever bem ou mal, palavras imponentes, palavras elegantes, palavras sem nexo, palavras desprovidas de significado...

Apenas escrever... juntar letras a esta hora tardia. Criar frases, formar ideias, construir um texto. Palavras sem interesse, palavras doentias, palavras caídas, palavras fugidias... que fogem de ti.

Porque simplesmente quero escrever para não pensar em ti e porque sei que assim que fechar os olhos, cujas pálpebras pesam, não vou ser capaz de deixar de o fazer...

publicado por Vânia Caldeira às 01:32

08
Mar 08
QUEENS
"This here one is for the queens
'cause it's you that make me deh
I say it's you that make me be
this is for all the sweet dreams
how much injustice you have to face
before you I bow my knees

how many times your man gone
while you stay alone with your daughters and sons
how many times the man hit' and run'
'cause responsibility ha can't stand
how many times tell me how many times
you have to face discrimination
how many times tell me how many times
you get lick by your man
but it is you that makes the world go 'round
let nobody put you down you have to wear the crown
it is you that make the world go 'round
know the value of yourself and let nobody put you down
don't let them tell you who you are
never ever bow no no no no
rise and take your stand
queens of this world to you I dedicate my song
 
upon your shoulders you carry
so much responsibility for this strayed humanity
it is you that rule our destiny
in your heart you bear
all the future of this earth
I tell you if you wasn't here
the end would be near. no title of this world can give you
royality of birth
you could wear diamonds and pearls
into a queen you still can't be turned
it's a profession you can't learn
and it's a title you can't earn
all true born queens hold firm

'cause it's you that makes the world go 'round
make nobody put you down you have to wear the crown
it's you that makes the world go 'round
know the value of yourself and make nobody put you down
don't let them tell you who you are
never ever bow no no no no
keep you temple clean
queens, queens, queens, queens, queens"
Patrice
publicado por Vânia Caldeira às 13:35
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Gosto da forma doce como me tocas. Gosto da cor das nossas peles, juntas. Gosto das tuas mãos geladas, como as minhas. Gosto da suavidade do teu cabelo, da profundidade verde dos teus olhos. 

A vida está sempre a pregar-nos partidas. Tu foste mais uma... Mas particularmente especial.

Adoro as tuas propostas destemidas e os teus convites irrecusáveis. Adoro a forma como carinhosamente me tratas por "sôtora"...

Adoro as tuas gargalhadas ou as tuas tentativas (frustradas) de me ensinar a tua área.

Adoro o teu perfume, o cheiro da tua pele, o sabor do teu pescoço, a segurança dos teus braços... Adoro o teu metro e oitenta e quatro...

Quem diria...

Acima de tudo adoro os teus beijos, demorados e profundos, recheados, completos, intensos... E ainda as pequenas carícias com as quais demonstras toda a tua atenção e carinho: o doce beijinho na testa ou no cabelo.

É curioso como quando achamos que sabemos o que vamos ou desejamos encontrar no final de determinado caminho, a vida nos confunde, nos engana e surpreende: e mostra que algo muito diferente nos espera.

Adoro o sorriso ingénuo e feliz que voltaste a colocar nos meus lábios. Isso é, sem dúvida, o que mais adoro!

publicado por Vânia Caldeira às 00:18

07
Mar 08

"Gosto de ti como quem gosta do sábado,
Gosto de ti como quem abraça o fogo,
Gosto de ti como quem vence o espaço,
Como quem abre o regaço,
Como quem salta o vazio,
Um barco aporta no rio,
Um homem morre no esforço,
Sete colinas no dorso
E uma cidade p’ra mim.

Gosto de ti como quem mata o degredo,
Gosto de ti como quem finta o futuro,
Gosto de ti como quem diz não ter medo,
Como quem mente em segredo,
Como quem baila na estrada,
Vestido feito de nada,
As mãos fartas do corpo,
Um beijo louco no porto
E uma cidade p’ra ti.

Enquanto não há amanhã,
Ilumina-me, Ilumina-me.
Enquanto não há amanhã,
Ilumina-me, Ilumina-me.

Gosto de ti como uma estrela no dia,
Gosto de ti quando uma nuvem começa,
Gosto de ti quando o teu corpo pedia,
Quando nas mãos me ardia,
Como silêncio na guerra,
Beijos de luz e de terra,
E num passado imperfeito,
Um fogo farto no peito
E um mundo longe de nós.

Enquanto não há amanhã,
Ilumina-me, Ilumina-me.
Enquanto não há amanhã,
Ilumina-me, Ilumina-me. "

Pedro Abrunhosa

publicado por Vânia Caldeira às 14:27
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05
Mar 08

 

Explica-me o significado dos teus sinceros risos e sorrisos a meu lado. Faz-me compreender porque é que só ao meu lado pareces extremamente feliz. Desvenda-me os segredos escondidos nesses olhos azuis, cor do céu e do mar.

Há coisas que simplesmente não percebo. E outras que compreendo tão bem: que fomos feitos um para o outro, que estamos sempre em perfeita sintonia, que sou tão feliz ao teu lado, que o resto do mundo parece desaparecer por momentos... enquanto estamos sós, algures na dimensão de um outro mundo só nosso!

Sim, também me podes explicar porque tens ciúmes dos outros, porque fazes cenas aparentemente injustificáveis e que roçam (quando não ultrapassam mesmo) o ridículo ou porque não me largas.

Mas, antes de qualquer outra coisa, explica-me apenas porque não dás o passo mais importante de todos, aquele que podia mudar a minha vida e a tua... antes que seja demasiado tarde, antes que tenhamos perdido a nossa oportunidade. Explica-me, que às vezes, não te entendo!

publicado por Vânia Caldeira às 10:18

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