Para sonhadores... Deixem-se levar... O blog mudou de cores, mas os sonhos são os mesmos...

26
Abr 07

publicado por Vânia Caldeira às 16:36
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23
Abr 07

Mais uma grande noite em Alvalade como ultimamente nos têm habituado.

 

Os jovens leões sempre no seu melhor: Nani, Moutinho e Tonel:

 

 

Com ou sem título, obrigada por nos fazerem vibrar em tons de verde e branco com a beleza dos vosso espectáculo!!!

Sporting 4 - 0 Naval

 

E o incontornável homem do jogo: Alecsandro

 

 

SPORTING SEMPRE!

VENHA QUEM VIER!!!

publicado por Vânia Caldeira às 20:44
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20
Abr 07

 

  Existem pessoas que se destacam pelo seu carisma e pela força do seu carácter...

  Amigos que sabem transformar um dia cinzento num dia alegre...

  Que sabem respeitar as nossas escolhas e o que somos...

  Que sabem aliviar o ambiente em momentos de tensão...

  Que sabem acrescentar animação e alegria numa reunião de amigos...

  Que sabem preservar as amizades e criar  fortes elos de ligação.

  Por seres uma das pessoas com esse dom,

o facto de fazeres parte da minha vida

é motivo de grande satisfação e maior orgulho para mim!

  Penso que os nossos sonhos só alcançam a sua expressão máxima no

italiano - "sogno nel cassetto", ou seja, "sonho na gaveta". Há poucos meses

também eu tive de guardar o meu sonho na gaveta do armário da vida

sobre o qual assentou o pó da desilusão. Todos nós temos sonhos na gaveta!

Espero que nunca te falte a coragem de reabrir essas gavetas

e deixar os teus sonhos fugir rumo à sua concretização!

 

Dedicado a todos os meus queridos amigos... que felizmente são muitos!!!

 

publicado por Vânia Caldeira às 09:26
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10
Abr 07

“- Marianita – disse o príncipe depois de um silêncio um pouco longo, olhando fixo as labaredas que as achas da fogueira lançavam no ar.

- Sim?

- Quero que saibas que vos amei. – Voltou para ela o olhar marejado de lágrimas e, depois de engolir em seco, com algum esforço continuou: - No início, era um sentimento paternal. Só poderia sê-lo, senhora! Vós éreis uma catraia! Linda catraia, vos digo eu! Mas a vossa forma de agir e de pensar, depois de crescerdes, e todas as vossas atitudes que eu observei ao longo destes anos fizeram com que me fosse penoso separar-me de vós. O que é isso, senão amor? – De vez em quando olhava pelo canto do olho para ela, tentando perceber que reacção teria. – Agora, que estou a morrer, é que vos digo isto… Deveria tê-lo dito há muito mais tempo. Mas não fui capaz. Pensava que vos queria como a uma filha, agarrei-me a esse pensamento e nunca desejei pensar nele. Nunca pensei que pudesse ser outra coisa.

Quando olhou para D. Mariana, ela vertia grossas lágrimas.

- Devíeis, sim! Devíeis tê-lo dito há muito mais tempo, senhor! – exclamou baixinho.

Eram lágrimas de cansaço e de amargura por todos os anos em que não o soubera. Eram lágrimas de saudade por todas as ocasiões em que desejara sentir que ele era todo seu, e não o sentira. Saudade imensa e intensa de todos esses momentos que dão ânimo para prosseguir com a vida, para saber que se está no caminho certo, sem medos e sem peias e com alguém a apoiar. (…) Quantas vezes ansiara por aquelas palavras tão simples mas tão difíceis de pronunciar quando não são sentidas do fundo do coração? Ela amara-o, idolatrara-o, considerara-o o mais imponente, nobre e ilustre dos homens que conhecera. Tivera algumas desilusões, claro, quem não as tem? Momentos em que ele não fizera o que ela pensava que deveria ser feito, ou momentos em que a ignorara… Mesmo depois de conhecer outras cortes, outros homens, D. Mariana Luísa não mudara a sua opinião, nem o seu modo de sentir em relação a Charles Joseph. Agora ele, no fim da sua vida, vinha confirmar uma ilusão que ela sempre tivera. Durante toda a sua vida, pensara que o amor dele não era mais do que uma ilusão. No final, agora tão próximo, em que a morte viria resgatá-lo, levá-lo e colhê-lo, como a uma espiga que ondula ao vento e é cortada pela foice acerada, agora, no final da vida dele, quando ela já não tinha tempo para desfrutar plenamente desse amor, ele revelava-lhe que essa ilusão era, afinal, a verdade! Que ironia!”

Maria João da Câmara in Um Príncipe Quase Perfeito

publicado por Vânia Caldeira às 21:05
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05
Abr 07

 

PARABÉNS PARA MIM NESTE DIA TÃO ESPECIAL!!!

publicado por Vânia Caldeira às 22:51
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03
Abr 07

 

Hoje estás de parabéns! Contas agora 22 aninhos. Lembras-te de há uns tempos me teres pedido que te descrevesse? Não fui capaz. Não encontrei as palavras certas, que construíssem as frases adequadas...

Hoje, ao tentar descrever-te, tudo parece mais fácil. És uma pessoa extremamente activa, determinado nos objectivos a que te propões e farás sempre tudo para alcançar essas metas.

Combinas a sensatez e ponderação de certos momentos, à loucura e espontaneidade de outros... É isso que adoro em ti! Quando penso que te conheço (e posso dizer que já conheço alguns traços tão característicos), és sempre capaz de me surpreender.

E depois és um bom amigo, dás-me a certeza de estar sempre aí para o que eu precisar. Quando estou contigo é impossível evitar uma gargalhada, ou pelo menos um sincero sorriso. Tens sempre histórias para contar, qualquer coisa para ensinar. És extremamente atento às pessoas que te rodeiam e és dotado de uma sensibilidade inigualável para as compreender. Sem que eu te diga, percebes se estou feliz ou se estou chateada... E o teu olhar dá-me sempre um conforto de compreensão e amizade.

Por vezes escondes-te no teu mundo, nas tuas coisas, nos teus problemas... E tentas disfarçar, fingir que estás bem quando, na realidade, não estás... Mas também és transparente (quanto baste) para se perceber que o dia não foi lá muito bom, ou que as coisas não te correm bem. Espero que saibas que podes sempre contar comigo, deixar o disfarce e perder o medo de te dares verdadeiramente aos outros, de confiares. Tu sabes melhor do que ninguém, que no nosso curso muitas vezes falta-nos o tempo. O tempo para mostrarmos o nosso apoio, a nossa amizade. Apesar disso, espero que nunca te esqueças de que sempre que precisares, estou aqui.

Poderia também dizer que és um magnífico aluno de 5.º ano e que sei que serás um óptimo médico. Mas isso não é novidade...

Quando penso em ti é inevitável recordar-te a fumar à porta do Egas durante as nossas conversas, ou o teu ar de cansado a estudar horas e horas na sala de auto-aprendizagem. Recordo quando passas por nós nos corredores, sempre atarefado, ou quando nos visitas na aula de Anatomia (como monitor popular) e deixas no ar o doce aroma do teu perfume.

És um misto de alegria e responsabilidade, descontracção e sensatez. Por tudo isto, muito obrigada. E, por convenção, porque hoje é dia 3: Muitos Parabéns!

 

"Olho para as pessoas e acho que elas sabem tudo o que estou a pensar, o que estou a sentir... sou um saco transparente... e lá dentro ponho aquilo que quero esconder... mas infelizmente não sou opaco.", Pedro Azevedo in Espaços (http://pedrocazevedo.blogspot.com/)

publicado por Vânia Caldeira às 10:00
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02
Abr 07

Finalmente de férias... E que merecidas férias!

Sinto que nunca supliquei tanto por elas e sobretudo que nunca souberam tão bem... como desta vez. Apesar de se resumirem a uma singela semana, que passará (nesse sentido, não será diferente mas como todas as férias), a voar... cada dia será muito especial.

Vou parar? Nem por isso. Tenho imensas coisas para fazer. Mas pelo menos posso gerir o meu tempo e escolher o que fazer.

Posso escolher estudar Anatomia, Fisiologia ou Biologia Molecular... ou não estudar simplesmente.

E, sobretudo, posso fazer tudo o que vejo reduzido em tempo de aulas: sair à noite para beber café, ler (que falta que eu sinto de ler verdadeira literatura, e o Netter e o Rouviere que me perdoem, mas estou tão farta), ver muitos filmes (alugá-los todos), ver televisão, ouvir música, andar de carro, ir ao centro comercial, sair com os amigos, ir à praia... ou, simplesmente, dormir. E não ter nada para fazer.

Ou ter coisas para fazer, mas poder escolher.

A escolha, a liberdade é algo maravilhoso...

Aliás, o mais curioso de tudo no programa dos Grandes Portugueses, em que Salazar saiu vitorioso, é o conceito de "liberdade". Detentores da sua liberdade de expressão, os portugueses de hoje elegeram uma personalidade que, certamente, no seu tempo, não teria permitido esta liberdade de voto. Interessante, não? O programa teria sido, no mínimo, censurado. E hoje é a ele que o elegem.

Também é curioso que tenha ganho, a única figura que, de alguma forma, afectou alguns dos restantes grandes portugueses. Salazar perseguiu Aristides, atormentou Pessoa... É, no mínimo, chocante que Portugal se reduza a isto... que os dois grandes portugueses sejam políticos e sobretudo que tentemos mostrar que o melhor que se faz em Portugal é política. E é óbvio que não é! A nossa história e a nossa cultura são o que realmente dão o nome ao País, a primeira criou-o, construiu-o, a segunda inventou-o, deu-lhe asas e uma identidade. D. Afonso Henriques lutou contra tudo e todos para erguer um país, D. João II acreditou que o sonho era possível e foi o começo do grande acontecimento dos Descobrimentos, em que figuraram magníficas figuras como o eterno descobridor, o Infante D. Henrique ("Deus quer, o homem sonha, a obra nasce. (...) Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez, Senhor falta cumprir-se Portugal!"), ou o exímio navegador, Vasco da Gama ("O céu abrir o abismo à alma do Argonauta."). O Marquês de Pombal reconstruiu toda uma cidade, a nossa capital a partir da destruição, da miséria, do sofrimento e do nada que restou do terramoto. Nas Letras tivémos grandes "cantores" da nossa história que nos deixam um legado valiosíssimo. Os expoentes máximos da língua portuguesa. Camões cantou a glória portuguesa num estilo épico e, simultaneamente, abriu todas as limitadas fronteiras da percepção humana da época para a mulher e para o amor. É o nosso passado, o nosso presente e o nosso futuro. Mas como disse Sophia de Mello Breyner: "Este país que te mata lentamente." Quando matamos a identidade portuguesa, o orgulho no nosso país, matamos Camões lentamente. E, por fim, Pessoa. Simplesmente genial na diversidade, certamente mais egocêntrico e consciente da sua genialidade que Camões, mas um eterno senhor das letras portuguesas e da poesia. A poesia de uma vida (ou de várias vidas em cada verso), a constante capacidade de criar e de se recriar a ele mesmo, a constante atenção a um país decadente (Tudo é incerto e derradeiro. Tudo é disperso, nada é inteiro. Ó Portugal, hoje és nevoeiro... É a Hora! ") e a certeza de que o seu legado o representaria ("O universo passa e eu fico.")

Além disso, como li num texto de António Pinto Leite no Expresso, o próprio Salazar não teria votado em Salazar, tendo em conta os seus valores (com grande foco na história e cultura portuguesas)...

Não tanto pela esperada vitória de Salazar, mas por muitos outros motivos, o programa desiludiu-me. Primeiro porque, entre os 10 grandes portugueses, parece impossível que não esteja uma mulher. Ou talvez evidencie o que aconteceu ao longo dos anos na história portuguesa e mundial e que, é a causa da actual revolta feminina em todos os campos: o encobrimento da mulher. Uma mulher que esteve sempre lá... escondida. Que sempre esteve como base da educação dos seus filhos, entre os quais os grandes portugueses homens; que muitas vezes foi obrigada a escrever com a sua mão, a sua genialidade e inspiração, mas a assinar com um género diferente, o género do machismo... A mulher, que ao longo de séculos, viveu no esquecimento, na escuridão, na discrição...

Também não se percebe que não se encontre entre os 10 grandes portugueses, nenhum grande nome da Medicina portuguesa, como Egas Moniz, António Damásio, João Lobo Antunes (que eu tive a magnífica oportunidade de ouvir dar uma aula)...

Depois os apresentadores do programa não estiveram em dias particularmente inspirados. Os defensores dos grandes portugueses não estavam em posições semelhantes, tendo ficado, por exemplo, Fernando Pessoa, claramente inferiorizado relativamente a Camões.

O preconceito predominou constantemente no programa... Preconceito contra o álcool, a homossexualidade, ... preconceito contra as mulheres. Numa tentativa (falhada) de defender Pessoa, um dos membros da plateia soletrou com toda a determinação os órgãos genitais femininos, tendo deixado apenas um silêncio (de constrangido), quando era suposto referir os masculinos. Muito machismo, muito preconceito...

Num programa de aparente democracia, ganhou um ditador!

De qualquer forma, Salazar está de parabéns, foram as primeiras eleições que ganhou sem corrupção. Foi eleito por um país que goza de uma liberdade para nomear Salazar, liberdade que o próprio hoje oprimiria... Mas isso não interessa, pois não?

 

"Hoje de manhã saí muito cedo,
Por ter acordado ainda mais cedo
E não ter nada que quisesse fazer...

Não sabia que caminho tomar
Mas o vento soprava forte, varria para um lado,
E segui o caminho para onde o vento me soprava nas costas.

Assim tem sido sempre a minha vida, e
Assim quero que possa ser sempre
Vou onde o vento me leva e não me
Sinto pensar."

                    Alberto Caeiro

publicado por Vânia Caldeira às 11:55
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