Para sonhadores... Deixem-se levar... O blog mudou de cores, mas os sonhos são os mesmos...

02
Set 06

Nem tenho versos, cedro desmedido,

Da pequena floresta portuguesa!

Nem tenho versos, de tão comovido

Que fico a olhar de longe tal grandeza.

Quem te pode cantar, depois do Canto

Que deste à pátria, que to não merece?

O sol da inspiração que acendo e que levanto

Chega aos teus pés e como que arrefece.

Chamar-te génio é justo, mas é pouco.

Chamar-te héroi, é dar-te um só poder.

Poeta dum império que era louco,

Foste louco a cantar e louco a combater.

Sirva, pois, de poema este respeito

Que te devo e confesso.

Única nau do sonho insatisfeito

Que não teve regresso.

Miguel Torga

publicado por Vânia Caldeira às 14:59
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